The Witcher 3 Remastered no GeForce NOW já está disponível desde 29 de setembro de 2026. A NVIDIA confirmou que assinantes do GeForce NOW Ultimate que possuem uma cópia compatível de The Witcher 3 podem transmitir pela nuvem a versão Remastered com path tracing, DLSS 4.5 e outras melhorias gráficas. A novidade importa porque leva recursos extremamente pesados do remaster para dispositivos que não precisam executar o jogo localmente.
A novidade acompanha o lançamento de The Witcher 3: Wild Hunt — Remastered, disponibilizado gratuitamente para proprietários elegíveis do RPG da CD Projekt Red. Além disso, a NVIDIA dedicou uma seção específica do anúncio ao GeForce NOW e confirmou o acesso às melhorias pelo plano Ultimate.
The Witcher 3 Remastered no GeForce NOW ganha path tracing
A publicação oficial da NVIDIA afirma que jogadores que já possuem The Witcher 3: Wild Hunt — Remastered podem acessar a nova experiência pela nuvem. Portanto, não é necessário ter em casa uma GPU GeForce RTX capaz de processar o novo modo gráfico.
Segundo a empresa, o acesso às tecnologias mais avançadas ocorre com uma assinatura GeForce NOW Ultimate. A NVIDIA cita explicitamente path tracing, DLSS 4.5 e as demais melhorias do Remastered ao descrever a versão disponível no streaming.
Essa confirmação representa uma mudança concreta na oferta do serviço. Afinal, The Witcher 3 já podia ser transmitido anteriormente pelo GeForce NOW. Agora, porém, a versão Remastered passou a levar ao streaming o novo conjunto de tecnologias lançado em 29 de setembro.
Remaster troca o renderer híbrido por DirectX 12
A CD Projekt Red também realizou mudanças profundas na renderização. A versão Next-Gen de 2022 usava um renderer híbrido entre DirectX 11 e DirectX 12. Por outro lado, o novo Remastered funciona exclusivamente em DirectX 12.
Segundo a NVIDIA, essa alteração melhora a eficiência da renderização e permite implementar tecnologias mais recentes. Além disso, o ray tracing recebeu melhorias em iluminação, reflexos e precisão visual.
O principal avanço, entretanto, é o path tracing. Em vez de combinar vários efeitos rasterizados e ray tracing separados, essa técnica calcula iluminação, sombras e reflexos de maneira mais integrada. Como consequência, o custo computacional aumenta bastante.
The Witcher 3 Remastered usa path tracing para tornar iluminação, sombras e reflexos mais coerentes. Imagem: NVIDIA/CD Projekt Red.
DLSS 4.5 ajuda a viabilizar a carga gráfica
Para compensar esse peso, The Witcher 3 Remastered também adota o conjunto DLSS 4.5. A atualização inclui novos modelos para Super Resolution e Ray Reconstruction, além de uma versão aprimorada de Frame Generation.
Nas GPUs GeForce RTX Série 50, o Dynamic Multi Frame Generation pode chegar a 6X. O sistema ajusta dinamicamente o multiplicador de geração de quadros conforme a carga e o objetivo de taxa de atualização.
Além disso, o Ray Reconstruction usa um modelo transformer de segunda geração. A tecnologia substitui etapas tradicionais de denoising para reconstruir detalhes dos efeitos de ray tracing e path tracing.
Quando o jogador ativa path tracing junto do preset Ultra+, o jogo habilita automaticamente o DLSS Ray Reconstruction em GPUs GeForce RTX compatíveis.
O DLSS 4.5 distribui recursos diferentes entre as gerações GeForce RTX. Imagem: NVIDIA.
HairWorks também ganhou uma evolução
Outra mudança técnica envolve os cabelos de Geralt e outros personagens. O Remastered incorpora Linear-Swept Spheres, ou LSS, nas GPUs GeForce RTX Série 50.
Tradicionalmente, cabelos detalhados podem exigir grandes quantidades de triângulos. Isso aumenta tanto o custo da estrutura usada pelo ray tracing quanto o consumo de memória.
Com LSS, o sistema representa os fios por meio de esferas e tubos. Dessa maneira, o path tracing consegue interagir com o cabelo usando menos geometria.
A técnica também permite que a iluminação atravesse melhor as diferentes camadas dos fios. Assim, sombras, auto-sombreamento e oclusão de ambiente podem apresentar maior precisão.
A atualização Remastered amplia os efeitos de iluminação e o nível de detalhe visual. Imagem: NVIDIA/CD Projekt Red.
GeForce NOW elimina a necessidade de uma RTX potente em casa
A importância da atualização para cloud gaming aparece justamente na diferença de hardware. O path tracing de The Witcher 3 Remastered exige uma quantidade elevada de processamento quando executado localmente.
Testes independentes publicados após o lançamento também reforçam esse ponto. O DSOGaming avaliou separadamente ray tracing e path tracing, enquanto o TechSpot iniciou uma bateria de benchmarks com GPUs modernas.
Entretanto, esses resultados medem a execução local no PC. Portanto, eles não devem ser usados como se representassem FPS, latência ou qualidade da sessão do GeForce NOW.
No streaming, o servidor executa o jogo e envia o resultado para o dispositivo do assinante. Assim, notebooks mais simples, TVs, dispositivos móveis e outros aparelhos compatíveis podem receber uma experiência gráfica que exigiria hardware muito mais potente para execução local.
Ultimate é o plano citado pela NVIDIA
Existe uma limitação importante. A NVIDIA associa explicitamente a experiência de The Witcher 3 Remastered com path tracing e DLSS 4.5 ao GeForce NOW Ultimate.
Além disso, o GeForce NOW segue o modelo de biblioteca própria. Ou seja, a assinatura fornece a infraestrutura de streaming, mas o usuário precisa possuir uma cópia compatível do jogo em uma loja suportada.
A NVIDIA não apresentou, no anúncio de 29 de setembro, medições específicas de bitrate, latência ou frame pacing da sessão de The Witcher 3 Remastered no GeForce NOW. Por isso, não é correto transferir para o cloud os números de FPS que a empresa divulgou para placas RTX locais.
Atualização muda a experiência do jogo na nuvem
The Witcher 3 já fazia parte do ecossistema GeForce NOW. No entanto, a situação mudou em 29 de setembro com o lançamento efetivo do Remastered.
A NVIDIA agora confirma diretamente que proprietários da nova versão podem usar o plano Ultimate para transmitir o jogo com path tracing, DLSS 4.5 e o conjunto de melhorias do remaster.
Portanto, a novidade não é simplesmente “The Witcher 3 chegou ao GeForce NOW”. O fato novo é a atualização da experiência existente na nuvem para acompanhar uma versão tecnicamente muito mais exigente do jogo.
Esse caso também demonstra uma das vantagens específicas do modelo de cloud gaming. Uma atualização que aumenta significativamente os requisitos gráficos pode chegar ao usuário sem exigir a substituição imediata da GPU instalada em seu próprio computador.
Fontes: NVIDIA — The Witcher 3: Wild Hunt Remastered, DSOGaming — benchmarks de ray tracing e path tracing e TechSpot — benchmarks do Remastered.